Outubro de 2026 registrou temperaturas mais baixas e volumes de chuva superiores à média histórica no Paraná, segundo balanço divulgado pelo Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) na segunda-feira (2 de novembro de 2026). O mês também teve dois tornados de baixa intensidade, conhecidos como landspouts, e recordes históricos de precipitação em várias estações meteorológicas.
De acordo com a meteorologista Julia Munhoz, do Simepar, o impacto de sistemas de baixa pressão, a passagem de frentes frias e a presença de massas de ar frio por vários dias sobre o Estado deixaram o céu mais nublado, o que contribuiu para resultados diferentes da média histórica em todas as regiões, com maiores diferenças na metade oeste do Paraná. As temperaturas mais baixas do mês ocorreram nos dias 18 e 19, com mínima de 2,3°C registrada no fim da madrugada do dia 19 no Distrito de Horizonte, em Palmas, e em General Carneiro. Em Horizonte, esse foi o menor valor para outubro desde a instalação da estação, em 2019.
Outras estações também tiveram a menor temperatura para outubro desde sua instalação: União da Vitória (1997) registrou 4,7°C no dia 19; Santa Maria do Oeste (2022) teve 8,1°C no dia 19; Loanda (2017) marcou 12,5°C no dia 18; Laranjeiras do Sul (2017) anotou 8°C no dia 19; e Guarapuava (1997) registrou 3°C no dia 19. Já os dias 8 e 9 foram os mais quentes na maioria das estações, com a máxima do mês em Loanda: 36,2°C por volta das 15h do dia 8. As máximas ficaram pelo menos 2°C abaixo da média em todo o Paraná, chegando a 6°C de diferença no Centro-Sul e 5°C no Noroeste. As temperaturas médias ficaram dentro ou abaixo da média histórica em todas as estações, com até 3°C abaixo em Cascavel e Pinhão e 2°C abaixo na metade oeste do Estado.
O primeiro dia do mês teve tempestades, com dois landspouts à tarde: um no limite entre Arapuã e Ivaiporã, na região Central, e outro entre Carambeí e Ponta Grossa, nos Campos Gerais. São tornados de fraca intensidade e curta duração, não associados a nuvem supercelular, menos destrutivos que os tradicionais. No feriado de Nossa Senhora Aparecida (12), a chuva ultrapassou 100 mm em Cascavel, Cruzeiro do Iguaçu e Foz do Iguaçu, e o acumulado do mês já superava a média histórica em 12 dias em estações como Altônia, Assis Chateaubriand, Capanema, Cascavel, Curitiba, Cruzeiro do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Guaíra, Laranjeiras do Sul, Loanda, Palotina, Paranavaí, Ponta Grossa, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu e Telêmaco Borba. No dia 24, novos recordes: Pato Branco (204,4 mm) e Curitiba (124,4 mm) tiveram o maior volume diário desde a instalação das estações, em 1997; União da Vitória (121 mm) não registrava tanto em um dia desde 07 de junho de 2014 (126,4 mm); e Laranjeiras do Sul (120 mm) teve o maior volume diário desde 07/12/2024.
Todas as estações do Simepar tiveram volumes acima da média em outubro de 2026, exceto Fazenda Rio Grande e Pinhão, que passaram por manutenções preventivas e não registraram todo o volume. Os acumulados passaram de 500 mm em Cascavel (525,8 mm), Cruzeiro do Iguaçu (556,4 mm), Foz do Iguaçu (524,8 mm), Francisco Beltrão (508,4 mm), Laranjeiras do Sul (544,4 mm), Marumbi Base (675,8 mm) e Pato Branco (551,6 mm). Nunca choveu tanto em um único mês em algumas estações: Laranjeiras do Sul não ultrapassava 500 mm desde novembro de 2017; Loanda (370,2 mm) não passava de 350 mm desde agosto de 2017; Ponta Grossa (362,4 mm) não superava 360 mm desde maio de 1997; e São Miguel do Iguaçu (433,6 mm) nunca teve volume tão alto desde maio de 1997. Também registraram o maior volume para outubro desde a instalação as estações de Cambará (365,6 mm / 1997), Cornélio Procópio (281,2 mm / 2018), Cruzeiro do Iguaçu (556,4 mm / 2021), Foz do Iguaçu (524,8 mm / 2017), Santo Antônio da Platina (259 mm / 2019) e Telêmaco Borba (416 mm / 1997).



