O Palmeiras bateu o Vasco por 1 a 0 no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, no Nubank Parque, mas a vantagem mínima voltou a expor um problema recorrente na temporada: a dificuldade de converter superioridade em gols. A equipe de Abel Ferreira foi melhor em boa parte do confronto, especialmente no primeiro tempo, porém saiu de campo com apenas um gol de diferença.
O roteiro repete o que ocorreu em outros momentos decisivos do ano. Diante do Cruz-Maltino, o time criou oportunidades claras, mas não ampliou o placar. Na visão do treinador, o domínio foi evidente, mas faltou eficácia. "O nosso adversário na segunda parte teve uma nuance com bola, mas o domínio foi nosso. Foi um jogo em que dominamos, mas que não conseguimos transformar em mais gols nosso domínio", afirmou Abel Ferreira.
A falta de pontaria já havia aparecido na fase anterior da Libertadores, contra a LDU, quando o Palmeiras também venceu por um gol de diferença e precisou decidir a vaga nos pênaltis em Quito. Diante do Cerro Porteño, foram necessárias 21 finalizações para marcar uma vez. No Brasileirão, o time acumulou 22 chutes a gol no empate sem gols com o Internacional e 21 na derrota para o Atlético-MG, ambos no Nubank Parque.
Fora de casa, o desempenho muda. Sem a necessidade de propor o jogo, o Palmeiras tem sido mais letal nos contra-ataques, como no duelo com o Fluminense, no Maracanã. A expectativa é de que o time adote postura semelhante em São Januário, no jogo de volta, quando poderá esperar o Vasco se lançar para tentar selar a classificação em rápidas transições.
Abel Ferreira também projetou a partida de volta, marcada para domingo (8), às 17h (de Brasília). "Será um jogo sofrido, Vasco tem bom treinador, se reforçou, andou nas decisões, está lutando em uma semifinal. Um jogo difícil, prevemos um jogo difícil, já foi hoje, não só pela qualidade. Pela gestão que fizeram, não conseguimos essa gestão. Chegaram frescos, inteiros. Fizemos um jogo com domínio, muitas oportunidades. O resto é continuar", concluiu.



