Em uma mensagem clara e contundente, o Papa Leão XIV se dirigiu a um grupo de jovens na praça em frente à Basílica de Santa Maria degli Angeli, Em Assis, na Itália, nesta quinta-feira (6). A visita faz parte das comemorações pelos 800 anos da morte de São Francisco, uma figura central no catolicismo. Durante o encontro, o pontífice enfatizou a necessidade de os cristãos se oporem ao "fundamentalismo" e se tornarem "operadores de paz", evitando assim a "instrumentalização da religião".
Respondendo a uma jovem croata chamada Karolina, o Papa Leão XIV destacou que os jovens devem se inspirar no exemplo de São Francisco de Assis, que representa o "radicalismo evangélico", em contraposição ao fundamentalismo. Ele ressaltou que esse radicalismo não conduz à cegueira ou à violência, mas sim à sensibilidade, atenção, humildade e acolhimento.
O Papa afirmou que é essencial que os cristãos se comportem como "operadores de paz" em um mundo que frequentemente tenta usar a religião para dividir e polarizar identidades. "Abram a mente e o coração para além dos medos induzidos pela má informação e pelos muros do preconceito", declarou, enfatizando a importância de superar a cultura da potência.
Em outro momento do encontro, Leão XIV lembrou aos jovens a lição de São Francisco sobre o serviço ao próximo. Ele disse que o santo ensina a "servir, não a dominar; a receber, não a agarrar; a restituir, não a reter". O pontífice também criticou a busca por visibilidade e poder, afirmando que, para se tornarem grandes, as pessoas devem ser servas de todos.
Leão XIV concluiu sua fala mencionando a realidade de "cidades repletas de muros invisíveis" que separam as pessoas. Ele chamou a atenção para a importância de reconhecer uns aos outros como irmãos e irmãs, ressaltando que essa é a chave para combater discriminações e desigualdades.



