Na quarta-feira, 24, o governador Ratinho Junior, do PSD, oficializou a assinatura do contrato para o programa Mais Escolas Paraná, considerado pelo governo como a maior Parceria Público-Privada (PPP) na área da educação em todo o Brasil. A iniciativa contempla a construção de 40 colégios estaduais, que serão distribuídos por 31 municípios do estado, com um investimento total estimado em R$ 6,53 bilhões ao longo do período de concessão.
As novas escolas terão um total de 692 salas de aula, divididas em três padrões de construção: 14, 18 ou 24 salas, de acordo com as necessidades específicas de cada localidade. Esta expansão está prevista para atender cerca de 19,7 mil alunos em regime de ensino em tempo integral, contribuindo significativamente para o aumento da oferta educacional no estado.
O investimento inicial para a implantação dessas unidades é de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. O programa tem como objetivo não apenas aumentar o número de vagas, mas também modernizar a rede escolar, proporcionando cerca de 30 mil novas oportunidades de aprendizado, com foco em tempo integral.
Um diferencial importante do modelo de PPP adotado é que a empresa responsável pela construção e operação das escolas começará a receber pagamentos somente após a entrega das unidades e o início de suas atividades. Além disso, a remuneração da empresa estará atrelada ao cumprimento de metas de desempenho, que incluem a qualidade dos serviços prestados, a manutenção da infraestrutura e a satisfação dos usuários.
De acordo com Ratinho Junior, esse modelo de PPP foi inspirado em experiências bem-sucedidas de outros países, como Canadá, Inglaterra e Estados Unidos, e conta com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). "O Estado ganha velocidade para entregar 40 escolas em 31 cidades. O pagamento só começa quando a escola estiver pronta e em funcionamento, o que também ajuda a dar mais agilidade na execução das obras", afirmou o governador.
O projeto foi elaborado pela Secretaria de Estado da Educação em parceria com a Paranaeducação, buscando atender a crescente demanda por vagas na rede estadual, especialmente em áreas urbanas em expansão. A gestão pedagógica das unidades permanecerá sob a responsabilidade do Estado, que continuará a definir o currículo e a administração escolar.



