O Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) confirmou a ocorrência de seis tornados entre os dias 28 e 30 de junho dr 2026 em diferentes regiões do Estado. Com os novos registros, o Paraná passa a contabilizar nove tornados no ano, reforçando um período marcado pela frequência incomum de fenômenos meteorológicos severos.
A confirmação foi divulgada após um trabalho de análise realizado por meteorologistas e equipes de Geointeligência do Simepar, com apoio da Defesa Civil do Paraná. A investigação utilizou imagens de satélite, drones, radares meteorológicos e vistorias em campo para identificar a trajetória dos ventos e classificar os eventos pela Escala Fujita.
O caso de maior intensidade foi registrado em Reserva, nos Campos Gerais, onde um tornado de categoria F2 provocou danos compatíveis com ventos entre 180 km/h e 253 km/h. Segundo o Simepar, esse tipo de fenômeno tem potencial para destelhar edificações, arrancar árvores de grande porte e causar prejuízos significativos à infraestrutura.
Ainda em 28 de junho, um tornado de categoria F1 atingiu Nova Cantu, na região Centro-Oeste do Estado. Dois dias depois, em 30 de junho, outros três tornados F1 foram confirmados nos municípios de Turvo, Laranjeiras do Sul e Inácio Martins. Um sexto tornado percorreu áreas de Inácio Martins e Cruz Machado, mas não recebeu classificação por não haver registros de danos que permitissem estimar sua intensidade.
As cidades de Rio Bonito do Iguaçu e Nova Laranjeiras também foram analisadas pelas equipes técnicas, porém o Simepar descartou a ocorrência de tornados nesses municípios após a avaliação dos vestígios deixados pelo temporal.
Com os novos registros, o Paraná chega a nove tornados confirmados em 2026. Os outros três ocorreram em janeiro, nos municípios de Mercedes e São José dos Pinhais, e em fevereiro, em Foz do Iguaçu.
Pela Escala Fujita, utilizada internacionalmente para classificar tornados com base nos danos provocados, um fenômeno F1 apresenta ventos entre 116 km/h e 180 km/h, enquanto um F2 registra velocidades entre 180 km/h e 253 km/h. Categorias superiores são mais raras e podem causar destruição de grande magnitude.
Meteorologistas explicam que o Paraná reúne condições atmosféricas favoráveis à formação de tempestades severas, especialmente durante a passagem de frentes frias e o encontro de massas de ar quente e úmido com ar frio. Nessas situações, a combinação de forte instabilidade, elevada umidade e cisalhamento do vento favorece o desenvolvimento de supercélulas, principal sistema responsável pela formação de tornados.
O estado registrou um dos episódios mais extremos de sua história em novembro de 2025, quando um tornado classificado como F4 atingiu Rio Bonito do Iguaçu, provocando destruição em larga escala e sendo considerado um dos fenômenos mais intensos já documentados no Paraná. Desde então, órgãos de monitoramento têm intensificado o acompanhamento das tempestades severas e reforçado os alertas preventivos para reduzir riscos à população.
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