Paraná Inova ao Oferecer Implante Contraceptivo de Longa Duração Gratuitamente pelo SUS

O estado do Paraná está expandindo o acesso à saúde reprodutiva feminina com a oferta gratuita do implante subdérmico de etonogestrel, conhecido como Implanon NXT. Este contraceptivo de longa duração, cujo custo na rede privada varia entre R$ 2 mil e R$ 4 mil, agora estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para adolescentes e mulheres em idade fértil. A iniciativa visa ampliar o planejamento reprodutivo e reduzir o número de gestações não planejadas no estado.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em colaboração com o Ministério da Saúde, promoveu uma oficina de qualificação para profissionais de saúde de 38 municípios, abrangendo as 22 Regionais de Saúde do Paraná. O treinamento visa preparar as equipes para a correta inserção e acompanhamento do novo método contraceptivo. A medida é uma resposta à urgência de ampliar o acesso a métodos preventivos eficazes, conforme apontam dados da pesquisa Nascer no Brasil II (2021–2023).

O implante, com eficácia de até três anos e rápida recuperação da fertilidade após a remoção, representa um avanço significativo em relação aos métodos contraceptivos tradicionais. Sua ação contínua minimiza falhas comuns associadas ao uso diário ou mensal de outros anticoncepcionais. A incorporação ao SUS foi formalizada pelas Portarias 47 e 48, de 8 de julho de 2025, com previsão de distribuição de 500 mil unidades ainda este ano e expansão para 1,8 milhão em 2026.

“Ampliar o acesso ao implante é dar mais autonomia e segurança às mulheres paranaenses”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “Estamos garantindo uma rede preparada, com profissionais qualificados e um método moderno, eficaz e seguro. Investir em planejamento reprodutivo é investir em saúde, dignidade e futuro”. O implante se junta a outros métodos já oferecidos pelo SUS, como DIU de cobre, pílulas, injetáveis, preservativos, laqueadura e vasectomia.

O Paraná já recebeu 25.620 unidades do implante, destinadas aos municípios da primeira fase do programa, que inclui 38 cidades com mais de 50 mil habitantes. A expectativa é que o método esteja disponível em todas as 22 Regionais de Saúde no próximo semestre. Segundo Carolina Poliquesi, chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Sesa, os próximos passos envolvem a organização de fluxos, a definição de equipes e a ampliação gradual da oferta.

Fonte: http://ric.com.br

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