A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná intensifica a campanha de vacinação contra a gripe, reforçando a importância da imunização, especialmente com a chegada do período de maior circulação do vírus. As vacinas estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Além disso, algumas cidades realizam ações em escolas e oferecem horários ampliados para facilitar o acesso à vacina.
Desde o início da campanha, em 28 de março, quando ocorreu o Dia D de mobilização nacional para a prevenção da influenza, o Paraná já registrou a aplicação de mais de 1.246.646 doses. Dentre esse total, 886.846 vacinas foram direcionadas a crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos. As demais 359.800 doses foram aplicadas em outros grupos prioritários, que incluem povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, além de profissionais de diversas categorias, como professores e trabalhadores da saúde.
Para garantir a vacinação, o Estado recebeu 2.202.000 doses, distribuídas conforme a demanda de cada município, assegurando assim o abastecimento das unidades de saúde. A orientação da Sesa é que a população busque a unidade de saúde mais próxima para garantir a atualização da imunização.
A COBERTURA VACINAL entre o público infantil é de apenas 17,48%. Das 773.532 crianças que atendem aos critérios estabelecidos pelo SUS, somente 135.207 foram vacinadas até o momento. As gestantes apresentam uma COBERTURA de 36,94%, com 36.315 vacinas aplicadas das 98.316 gestantes que compõem o público alvo. Entre os idosos, a taxa de vacinação é de 34,25%, com 715.324 pessoas vacinadas dentre 2.088.412 acima de 60 anos.
Cesar Neves, secretário estadual da Saúde, enfatiza a segurança e a importância da vacina na proteção coletiva. Ele alerta que a gripe pode levar a complicações graves, especialmente em grupos mais vulneráveis. "Precisamos aumentar essa COBERTURA e proteger a população no momento certo", destaca.
As crianças, que têm a menor taxa de adesão até agora, são mais suscetíveis a complicações e desempenham um papel crucial na transmissão do vírus. Neves ressalta que a vacinação infantil é fundamental para diminuir a circulação do vírus e proteger toda a comunidade, enfatizando que essa responsabilidade começa dentro de casa, mas tem repercussões em toda a sociedade.



