O Paraná teve um desempenho significativo na criação de empregos formais na indústria durante o primeiro semestre de 2026, totalizando 25.199 novas vagas. Esse resultado representa 36% do total de empregos gerados no estado, evidenciando a importância do setor para a economia local.
O mês de junho foi particularmente relevante, com a abertura de 2.324 postos de trabalho com carteira assinada, o que posicionou o Paraná como o terceiro estado do Brasil em termos de saldo de empregos na indústria e construção, superado apenas por Minas Gerais e Goiás. Comparando-se ao mesmo mês de 2025, o crescimento foi expressivo, alcançando 361%, uma vez que o número de vagas saltou de 504 para 2.324.
Dentre os empregos gerados em junho, a indústria foi responsável pela criação de 2.375 novas vagas, enquanto a construção civil registrou uma diminuição, com a perda de 51 postos. Ao se comparar com maio, notou-se um aumento de 110% nas contratações do setor industrial, indicando uma recuperação robusta no fechamento do semestre.
Apesar desse desempenho positivo em junho, o total de empregos acumulados durante os seis primeiros meses de 2026 ficou 18% abaixo do que foi registrado no mesmo período do ano anterior. Mesmo assim, a indústria paranaense se manteve como um pilar fundamental da economia do estado, respondendo por 46% dos empregos gerados em junho.
Os segmentos da indústria que mais contribuíram para a criação de empregos em junho foram a fabricação de produtos alimentícios, com 1.475 novas vagas, seguida por obras de infraestrutura, que geraram 494 postos. Outros setores que se destacaram foram a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (174 vagas), manutenção e instalação de máquinas (143) e fabricação de equipamentos de informática (121).
Por outro lado, a construção civil enfrentou um cenário desfavorável, com perdas significativas em setores como a construção de edifícios, que teve uma redução de 380 postos, e serviços especializados para construção, que perdeu 165 vagas. Também foram registrados cortes em eletricidade, gás e outras utilidades (-129), na fabricação de produtos do fumo (-79) e em máquinas e equipamentos (-44).



