O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), responsável pela relatoria da Lei da Dosimetria na Câmara dos Deputados, se manifestou neste domingo (10) para desmentir as alegações feitas pelo pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). Em sua nota, o parlamentar enfatizou que não houve qualquer tipo de subordinação do Poder Legislativo ao Judiciário.
De acordo com Paulinho da Força, a elaboração da Lei da Dosimetria contou com a colaboração de diversos deputados e senadores, incluindo o próprio Flávio Bolsonaro. Ele ressaltou que o Congresso Nacional atuou com total autonomia durante todas as fases do processo legislativo, reafirmando a independência dos poderes.
A declaração do relator surge em um momento de tensão, após Flávio Bolsonaro criticar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em virtude da suspensão da Lei da Dosimetria. O pré-candidato se referiu à decisão de Moraes como uma "canetada burocrática" e insinuou a possibilidade de um acordo político ao mencionar o autor da proposta.
Paulinho da Força, ao responder, reafirmou a legitimidade do trabalho realizado no Legislativo, destacando que o processo não foi influenciado por pressões externas ou acordos não divulgados. A nota do deputado visa esclarecer a posição do Congresso frente às críticas e reafirmar sua independência.
A discussão sobre a Lei da Dosimetria e suas implicações legais continua a movimentar o cenário político, especialmente em um período eleitoral. As declarações de Paulinho da Força refletem uma tentativa de estabilizar a relação entre os poderes e reafirmar o papel do Legislativo no processo democrático brasileiro.



