Iniciativa de Kim Kataguiri enfrenta dificuldades para avançar no Legislativo

A proposta que permite ao Brasil produzir armas nucleares ainda não tem apoio suficiente na Câmara.
PEC que autoriza uso de armas nucleares enfrenta obstáculos na Câmara
A PEC que autoriza o Brasil a produzir armas nucleares e usar bombas atômicas permanece travada na Câmara dos Deputados. Proposta pelo deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), a iniciativa ainda não alcançou o apoio necessário para avançar no Legislativo.
O deputado Kim Kataguiri revelou que a proposta carece de 171 assinaturas para ser protocolada, mas até o momento, apenas 30 apoiadores foram conquistados. Essa falta de consenso levanta questões sobre a viabilidade da proposta em um cenário político já repleto de desafios.
Contexto da Proposta
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), apresentada no início de outubro, busca uma mudança significativa na Constituição de 1988. O objetivo é revisar os artigos que proíbem o uso de energia nuclear para fins militares no Brasil, além de permitir o afastamento do país de tratados internacionais que visam a não proliferação de armas de destruição em massa. Essa alteração surge em um contexto de crescente debate sobre a corrida armamentista e a segurança nacional.
A proposta de Kataguiri sugere que o Brasil poderia utilizar armas nucleares em situações de grave ameaça ao território nacional, estabelecendo um marco para a defesa do país contra possíveis agressões. O texto tem gerado controvérsia, principalmente entre grupos que defendem a paz e o desarmamento.
Reações e Desafios
O movimento para a aprovação da PEC enfrenta não apenas a falta de apoio, mas também críticas de vários setores da sociedade. Especialistas em relações internacionais e defesa argumentam que a proliferação de armas nucleares pode aumentar a instabilidade na região e trazer consequências desastrosas para a segurança global. Além disso, a proposta contraria a imagem do Brasil como um defensor do desarmamento e da paz mundial.
A discussão sobre a PEC ocorre em um momento em que o Brasil observa com atenção os movimentos militares em outras partes do mundo, especialmente em relação à Coreia do Norte, que já declarou que nunca abandonará suas armas nucleares. A comparação é inevitável, e muitos cidadãos se perguntam se o Brasil deve seguir esse caminho.
O Futuro da Proposta
O futuro da PEC ainda é incerto. Sem o número mínimo de assinaturas e diante da resistência de diversos setores, a proposta de Kataguiri pode enfrentar um longo caminho até ser debatida e votada. O Parlamento brasileiro terá que decidir se está disposto a levar adiante uma discussão tão delicada que envolve questões de soberania, segurança e responsabilidade internacional.
Enquanto isso, o deputado Kim Kataguiri continua buscando apoio e defendendo a necessidade de uma estratégia de defesa robusta para o Brasil. A pressão por uma resposta a ameaças externas pode, em última análise, influenciar a trajetória desta proposta controversa.
Diante desse cenário, a sociedade brasileira deve permanecer atenta e engajada nas discussões sobre o futuro da segurança nacional e o papel que o país deve desempenhar no contexto global.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo




