O relatório da Polícia Científica de Santa Catarina sobre o cão Orelha descarta a possibilidade de que fraturas tenham sido provocadas por ação humana. A análise, realizada pelos peritos Igor de Salles Perecin e Paulo Eduardo Miamoto Dias, não conseguiu identificar a causa exata da morte do animal.
Os especialistas também negaram que o cão tenha sido atingido na cabeça por um prego, afirmando que esse tipo de lesão resultaria em uma fratura circular no crânio, o que não foi observado na avaliação. Contudo, mesmo sem evidências de fraturas, a hipótese de agressão não pode ser totalmente excluída.
A exumação do cão foi realizada a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para apurar as circunstâncias da morte. Um adolescente de 15 anos foi acusado de espancar o animal em 4 de janeiro na Praia Brava, Florianópolis.
Apesar da acusação, a Polícia Civil não apresentou provas que incriminassem os adolescentes envolvidos. O relatório, que se encontra sob sigilo, revelou que mais de mil horas de gravação foram analisadas, mas nenhuma imagem comprova o suposto espancamento. O MPSC identificou lacunas na investigação e o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, é investigado por quebra de sigilo funcional.

