Uma pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada no último sábado (20) indica que a maioria dos eleitores brasileiros, aproximadamente 65%, considera o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a um candidato à Presidência do Brasil irrelevante para sua decisão de voto em outubro. Essa percepção demonstra um desinteresse significativo em relação à influência externa nas eleições brasileiras.
Dos entrevistados, 17% afirmaram que o apoio de Trump poderia aumentar a intenção de voto em um candidato, enquanto 15% acreditam que essa situação teria o efeito oposto, diminuindo o apoio. Outros 3% dos participantes da pesquisa não souberam ou não quiseram responder.
O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 139 cidades, entre os dias 17 e 18 de junho. A pesquisa apresenta uma margem de erro de 2 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o BR-09956/2026.
Apesar de não ter se manifestado publicamente sobre a eleição no Brasil, a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mantém uma relação próxima com Trump. Recentemente, o ex-presidente americano publicou em suas redes sociais uma foto ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), senador e pré-candidato à Presidência, durante um encontro na Casa Branca, elogiando-o como um “jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil”.
A relação entre Lula e Trump, por sua vez, tem sido marcada por oscilações. Após o início das sanções econômicas impostas pelos EUA ao Brasil, em julho passado, ambos se encontraram na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde Trump mencionou ter sentido uma “química” com o líder petista. Contudo, com o aumento das tensões devido a novas propostas de tarifas sobre o Brasil por supostas práticas comerciais desiguais, a relação entre os dois se deteriorou.
Recentemente, em entrevista ao site Axios, Trump fez comentários sobre Lula, chamando-o de “volátil” e afirmando que “não se importa” com o presidente brasileiro. “Realmente não penso nele. Não estou nem aí. Mas agora ele é um tipo de pessoa diferente. Ele é muito volátil. Eu vi como ele fez um discurso. Foi muito volátil, e tudo bem”, declarou Trump, refletindo a complexidade da relação entre os dois líderes.



