Carolina Silva Nascimento, de 22 anos, descobriu sua aptidão para o críquete em Poços de Caldas, Minas Gerais, através de um projeto social. Desde então, ela se formou em Educação Física e se tornou parte da Seleção Brasileira, onde atuará como arremessadora e capitã no Campeonato Mundial de Críquete na África do Sul, em abril deste ano.
A atleta iniciou sua trajetória em 2018, participando de uma apresentação de críquete no Colégio Municipal Doutor José Vargas de Souza. Ao longo de quatro anos, Carolina superou diversas etapas até conquistar a titularidade na seleção. Com um objetivo claro de um dia representar o Brasil nos Jogos Olímpicos, ela valoriza as oportunidades que o críquete lhe proporcionou.
O projeto de críquete em Poços de Caldas já impactou mais de 12.000 jovens. Matthew Ross Featherstone, CEO da Confederação Brasileira de Críquete, destaca que, desde 2015, o Brasil se tornou uma referência no críquete sul-americano. Roberta Muretti, atleta e presidente da confederação, também se mostra otimista em relação ao futuro da Seleção Brasileira Feminina e ao investimento na profissionalização do esporte.
O críquete, semelhante ao baseball, é praticado em três categorias: test-cricket, críquete de um dia e críquete Twenty20, a qual será utilizada nos Jogos Olímpicos. Cada equipe conta com 11 jogadores, e as regras permitem que todos tenham a chance de rebater, embora o formato do jogo limite o número de 'overs' que cada jogador pode lançar.

