A investigação teve início em setembro de 2023, após a apreensão de mais de 460 quilos de cocaína na Estrada Transpantaneira, em Poconé. A partir do flagrante, os policiais passaram a mapear uma estrutura criminosa organizada, que contaria com ao menos 20 integrantes e utilizava empresas para ocultar recursos ilícitos.
Segundo a apuração, o grupo recebeu pelo menos seis carregamentos de drogas em curto intervalo de tempo, somando cerca de 2,7 toneladas de pasta base de cocaína.
A Polícia Civil afirma que o esquema era liderado por um morador de Cáceres, apontado como responsável por coordenar a entrada da droga no país, além do armazenamento, transporte para outros estados e a posterior lavagem de dinheiro.
Para dar aparência de legalidade aos valores obtidos com o tráfico, a organização usava contas bancárias e empresas interligadas, criando um sistema considerado sofisticado de circulação financeira.

