A Polícia Federal (PF) desarticulou, na quarta-feira, uma organização criminosa envolvida na disseminação de vídeos de estupros no ambiente digital, com atuação focada em mulheres sedadas. As investigações revelam que tanto as vítimas quanto os integrantes da rede são brasileiros, e o grupo compartilhava os registros em plataformas de internet.
Três pessoas foram detidas em operações nas regiões de São Paulo, Bahia e Ceará, enquanto sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados aos investigados nestes estados e também no Pará e Santa Catarina. A apuração teve início em 2025, a partir de informações recebidas por meio de cooperação internacional, que envolveu autoridades de mais de 20 países.
As mensagens trocadas entre os criminosos revelam discussões técnicas sobre o uso de medicamentos com efeito sedativo, além de expressões de ódio e objetificação das vítimas. Durante a ação, foram apreendidos dispositivos eletrônicos como celulares, computadores e armazenadores de dados, que seriam usados para registrar e divulgar as agressões.
Os investigados respondem por crimes como estupro de vulnerável e divulgação de cena de estupro, podendo ter outras acusações reveladas no curso da apuração. A organização operava de forma similar a casos já conhecidos em outros países, como o envolvendo dopagem e gravações de abusos.

