A Polícia Federal (PF) examinou até o momento cerca de um terço do conteúdo extraído do celular do empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. As informações obtidas subsidiaram a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a nova prisão do empresário nesta quarta-feira, 4.
As evidências analisadas indicam a atuação coordenada de um grupo próximo a Vorcaro, com o objetivo de monitorar indivíduos considerados adversários e obter dados sigilosos. A apuração deve avançar sobre mais de 100 dispositivos apreendidos, incluindo celulares, computadores e HDs externos, que aguardam perícia técnica.
Vorcaro integrava um grupo denominado “A Turma”, estruturado para coletar informações sensíveis e acompanhar alvos considerados prejudiciais aos interesses da instituição financeira. Um dos integrantes, Luiz Phillipi Mourão, foi preso e tentou suicídio em uma cela da PF, em Minas Gerais. Ele teria utilizado credenciais de terceiros para acessar sistemas restritos, incluindo bases de dados da PF, do Ministério Público e de organismos internacionais.
Conversas localizadas no telefone do empresário também revelariam planos para simular um assalto a um jornalista que publicava reportagens críticas ao banco. As mensagens atribuídas a Vorcaro mencionam a intenção de agredir o profissional. A operação investiga crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de sistemas, supostamente praticados por uma organização criminosa ligada ao banqueiro.

