Após um incidente na Praça Osório, a Secretaria do Meio Ambiente fez um levantamento da situação das 400 árvores da Praça Osório e de outros espaços público o que irá levar 115 por processos de manutenção e segurança para não ameaçar a vida humana.
Os serviços de poda serão concluídos na primeira quinzena de agosto, dependendo das condições climáticas, como ventos e chuvas que deixam o serviço perigoso.
O trabalho de podas preventivas começou pela Praça Rui Barbosa em julho, após a conclusão do relatório da Prefeitura feito em oito dos 34 espaços públicos da região central, como praças, largos, jardinetes e o Passeio Público. Foram feitos diagnósticos individualizados da arborização urbana levando em consideração as condições fitossanitárias e estruturais das árvores, conflitos com a infraestrutura urbana e riscos à segurança dos pedestres, veículos e imóveis.
O relatório também apontou que serão necessárias a supressão de seis árvores de grande porte na Praça Osório (um monjoleiro, uma ceboleira, uma pata-de-vaca, dois guapuruvus e uma palmeira).
“Todas essas supressões foram autorizadas após serem feitos laudos técnicos, com toda a justificativa do porquê as árvores precisam ser suprimidas”, explicou a secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias.
Para a execução das podas, as equipes utilizam caminhões com cesto elevado para trabalho em alturas, pois as árvores da Osório têm cerca de 20 a 30 metros de altura. Entre as espécies existem guapuruvus, ceboleiras, palmeiras, monjoleiros, tipuanas, canafístulas.
Outras praças
Até o fim desta semana, as podas de manutenção também ocorrerão na Praça Tiradentes e, na sequência, na Santos Andrade.
O reforço no manejo das árvores na região central foi intensificado e também faz parte das ações da Prefeitura de prevenção aos danos que poderão ser provocados pelo fenômeno meteorológico El Niño.
As medidas de manejo definidas pela Secretaria municipal do Meio Ambiente envolvem podas de manutenção preventivas, e, inclusive, supressão de árvores com risco de queda. Durante as vistorias foi usado o aparelho de tomógrafo sônico portátil para avaliar a saúde interna das árvores.
Entre os principais fatores de risco apontados no relatório estão: podridão e cavidades no tronco ou colo, inclinação acentuada e deslocamento do centro de gravidade, falhas ou levantamento do sistema radicular, declínio fisiológico, rupturas anteriores de galhos, copas assimétricas, conflitos com vias, calçadas, pontos de ônibus, mobiliário e edificações.
Nesta semana também está sendo feita a limpeza geral do calçadão da Praça Osório. As equipes contratadas pelo Departamento de Parques e Praças, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, utilizam um caminhão pipa e equipamentos de alta pressão para fazer uma limpeza profunda das calçadas.
A água utilizada na limpeza vem de poço artesiano da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. O serviço deve ser concluído até o fim desta semana.
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