O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda está se aproximando do fim, com o encerramento marcado para o dia 29 de maio. Em Londrina, cerca de 47 mil contribuintes já enviaram suas declarações, e a Receita Federal projeta que o total alcance 170 mil até o fechamento do calendário. A entrega antecipada não apenas evita sanções administrativas, mas também é crucial para aqueles que desejam ser incluídos nos primeiros lotes de restituição, que começam a ser disponibilizados ainda em maio.
Marcelo Ross, delegado da Receita Federal em Londrina, enfatiza que a rapidez na entrega é um fator essencial para garantir o recebimento ágil dos valores. Para 2026, a previsão é que 70% dos contribuintes tenham direito à restituição. Entretanto, é importante que os contribuintes observem as prioridades legais, que incluem idosos acima de 60 anos, pessoas com deficiência ou doenças graves, além de professores. Uma novidade que tem acelerado o processo é a prioridade para aqueles que utilizam a declaração pré-preenchida ou optam pelo recebimento da restituição via PIX.
As atualizações nas Regras de Obrigatoriedade para este ano determinam que devem declarar aqueles que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 33.888, ou que tiveram receita bruta em atividade rural acima de R$ 177.920. Também estão obrigados aqueles que receberam rendimentos isentos ou não tributáveis acima de R$ 200 mil, assim como investidores que realizaram operações na Bolsa de Valores que ultrapassaram R$ 40 mil.
A tecnologia tem se mostrado um aliado na redução da incidência na malha fina. Atualmente, 60% dos contribuintes brasileiros utilizam o modelo pré-preenchido, que importa dados automaticamente de fontes pagadoras e instituições financeiras, minimizando erros. Outros 10% preferem a comodidade dos dispositivos móveis. Uma oportunidade a ser considerada em 2026 é o chamado "cashback", que permite que cidadãos que não atingiram o teto de obrigatoriedade, mas que tiveram imposto retido na fonte em 2024, possam declarar voluntariamente para recuperar esses valores.
Os riscos de atraso na entrega da declaração vão além das questões financeiras. A multa mínima para quem não respeita o prazo é de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Além da penalidade financeira, o CPF do contribuinte pode ficar na situação de "Pendente de Regularização", o que impede a contratação de empréstimos, a renovação de passaporte, a participação em concursos públicos e a movimentação de contas bancárias.
Profissionais da área de contabilidade e segurança jurídica recomendam que, mesmo que o contribuinte não tenha todos os documentos necessários, é aconselhável enviar uma declaração básica para garantir o cumprimento do prazo. Posteriormente, pode-se realizar uma declaração retificadora. Essa medida ajuda a evitar multas e mantém a regularidade fiscal junto à União. A Receita Federal mantém um plantão de dúvidas e os núcleos de apoio contábil em universidades de Londrina oferecem suporte para evitar que erros prejudiciais ocorram durante o processo.



