Dados do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), indicam que o diesel era vendido, em média, a R$ 6,06 em 25 de fevereiro. Na primeira semana de março, passou a R$ 6,13, avançou para R$ 6,95 em 11 de março e atingiu R$ 7,17 entre 14 e 15 de março.
O movimento reflete a maior sensibilidade do diesel às oscilações externas em momentos de tensão geopolítica. O diesel é um dos derivados mais impactados por movimentos do petróleo, especialmente em cenários de tensão geopolítica, como o atual conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã.
O governo federal anunciou medidas para tentar conter o avanço do combustível, incluindo a redução de tributos e a subvenção a produtores e importadores. No entanto, até agora, essas ações não impediram a escalada recente do preço do diesel.
A Petrobras reajustou em R$ 0,38 o litro do diesel vendido às distribuidoras a partir de 14 de março. Com a mistura obrigatória com biodiesel, o impacto estimado é de R$ 0,32 no diesel B nos postos, marcando a primeira alta após um longo período de estabilidade.

