A Assembleia Legislativa do Paraná recebeu a prestação de contas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) referente ao terceiro quadrimestre de 2025. Durante a audiência pública, os gestores detalharam os gastos do período e o cumprimento das metas do Plano Estadual de Saúde, além de responderem a questionamentos dos parlamentares sobre a mortalidade materna e infantil e a infraestrutura do Samu.
O secretário de Saúde, César Augusto Neves Luiz, apresentou a situação fiscal da pasta, informando que o governo do Paraná empenhou R$ 7 bilhões em saúde pública entre setembro e dezembro de 2025. Esse valor representa 12,21% do total arrecadado em impostos, que foi de R$ 57,3 bilhões. Neves também destacou a execução de R$ 774,3 milhões em restos a pagar e o saldo de R$ 707 milhões a serem liquidados.
Os parlamentares, em especial o deputado estadual Luis Corti, levantaram questões sobre a distribuição e as condições das bases do Samu. Corti elogiou a manutenção da cobertura de 100% do serviço, mas questionou a desativação da base em Palmas, que afetou o atendimento na região. O secretário Neves ressaltou a entrega de 150 ambulâncias para municípios distantes, mas também mencionou a necessidade de visitas técnicas para analisar a situação local.
A deputada Secretaria Márcia chamou a atenção para as dificuldades relacionadas ao uso das ambulâncias entregues, especialmente em áreas rurais. O secretário explicou que os veículos são utilizados tanto para o Samu quanto para o transporte inter-hospitalar de pacientes graves, mas reconheceu a necessidade de reformular as bases, muitas das quais estão deterioradas.


