A prisão de Márcio Canella pela Polícia Federal teve um impacto direto na agenda política do União Brasil no Rio de Janeiro. O ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado estava programado para participar de um encontro na quinta-feira (9), ao lado de Antonio Rueda, presidente nacional do partido, do pré-candidato ao governo, Douglas Ruas, da prefeita Mariana Canella e do vereador André Feijão.
Canella foi detido em uma operação que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a uma rede de postos de combustíveis. Durante a ação, a Polícia Federal encontrou um fuzil calibre 5,56 no veículo do ex-prefeito, além de outras armas, munições e relógios de luxo.
Nos bastidores, a operação reacendeu a disputa pelo Senado no estado. Aliados do senador Flávio Bolsonaro expressam, em conversas privadas, preocupação com a lentidão do PL fluminense em definir sua estratégia após a saída de Cláudio Castro do cenário eleitoral. A situação de Canella intensifica a incerteza sobre a composição entre PL e União Brasil, especialmente em um momento em que ambos os partidos estão discutindo a formação da chapa para 2026.
Diante desse contexto, a expectativa é se o União Brasil irá manter o apoio a Canella ou se será forçado a reavaliar seus planos eleitorais para o futuro. A situação atual representa um desafio significativo para a legenda, que busca consolidar sua posição em um cenário político cada vez mais competitivo no Rio de Janeiro.



