A questão dos moradores de rua, andarilhos ou desalentados cresce a cada dia nos mais variados tamanhos de cidades brasileiras. Em Foz do Iguaçu, a saída arranjada parece ironia. A Câmara Municipal aprovou, em sessão realizada no dia 5, o projeto de lei que cria o Programa Volta para Casa.
Uma iniciativa que tem como objetivo oferecer apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade social para que retornem à sua cidade de origem, fortalecendo vínculos familiares e comunitários. Mas a pergunta é: para qual casa eles irão voltar?
Não é fácil resolver uma situação que envolve vários lados de uma moeda. De um, está a sociedade, que se sente insegura diante de grupos que muitas vezes estão embriagados e drogados, capazes de fazer, principalmente, mulheres e crianças alvos fáceis.
Em Cianorte, as notícias recentes são de relatos de um ex-detento que voltou para a cidade, virou andarilho e passou a invadir residências. Só foi parado depois de envolver-se em briga e parar num hospital. Há outros relatos de andarilhos que esfaqueiam animais e assediam mulheres, enquanto elas estacionam seus veículos.


