No Brasil, a realidade de animais sobrecarregados e trabalhadores em situações de vulnerabilidade social continua a ser um desafio. Para enfrentar essa problemática, a proibição do uso de carroças avança em diversas cidades do país, impulsionada pela pressão da sociedade em busca de melhores condições de vida e bem-Estar Animal.
Recentemente, Belo Horizonte se destacou ao oficializar a proibição da circulação de veículos de tração animal em janeiro de 2023. Essa ação se soma a iniciativas semelhantes já adotadas por outras grandes cidades brasileiras, que têm buscado alternativas para a transição dessas atividades.
Embora não existam dados exatos sobre a quantidade de animais e trabalhadores envolvidos com as carroças no Brasil, um estudo da Universidade de Bristol aponta que existem cerca de 300 milhões de animais de tração mundialmente, utilizados por aproximadamente 2 bilhões de pessoas.
Em Belo Horizonte, a Prefeitura ofereceu três opções aos 419 carroceiros afetados: a possibilidade de utilizar triciclos motorizados, além de apoio técnico e administrativo para acesso a benefícios assistenciais e cursos de qualificação na área de zeladoria urbana. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) ressaltou que as alternativas foram projetadas para atender diferentes perfis socioeconômicos.
A SMMA também esclareceu que o recolhimento de animais só ocorrerá em casos de maus-tratos comprovados por avaliações técnicas. Quando necessário, os equídeos serão encaminhados para atendimento veterinário e depois destinados a adoção responsável.
A iniciativa de Belo Horizonte se destaca por promover a intersecção entre políticas de bem-Estar Animal e inclusão social. A experiência do município pode servir de modelo para outras localidades, estabelecendo um precedente importante na discussão sobre o tratamento de animais utilizados para trabalho.



