A Justiça de Presidente Prudente (SP) condenou dois integrantes do PCC por participarem de um plano para assassinar o promotor Lincoln Gakyia e o diretor de presídios Roberto Medina. Falcão, um dos réus, foi sentenciado a cinco anos de prisão em regime fechado e 500 dias-multa. Gabriel Custódio dos Santos recebeu sete anos de prisão, também em regime fechado, e 699 dias-multa.
O processo aponta que Falcão atuava como responsável por resolver conflitos internos e fiscalizar ordens da facção no oeste paulista. Ele também planejava execuções, incluindo detalhes como dia, horário, local e rota de fuga, além de repassar informações sobre os alvos. A investigação começou após sua prisão por tráfico, em julho de 2025, quando foram encontrados em seu celular material que detalhava o monitoramento da residência de Medina.
Medina, chefe da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste (Croeste), e a esposa do diretor eram alvos de execução. Também constava no plano o promotor Lincoln Gakyia, que atua contra o PCC há mais de duas décadas. Para evitar a ação criminosa, o Ministério Público e a Polícia Civil realizaram 25 mandados de busca e apreensão em outubro do ano passado.
Com autorização judicial, foram quebrados sigilos telefônicos e telemáticos dos investigados. O material apreendido auxilia a identificar mandantes e mapear a estrutura do PCC fora dos presídios, segundo a Justiça.

