A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Portugal nesta terça-feira, 21, gerou protestos em Lisboa. Um dos atos ocorreu nas imediações do Palácio de Belém, residência oficial do presidente português, e foi organizado por apoiadores do partido Chega, que demonstraram sua insatisfação com Lula através de cartazes e palavras de ordem, acusando-o de corrupção.
O protesto, convocado pelo Chega, partido de direita liderado pelo deputado André Ventura, começou por volta das 12h30 (horário local) e coincidiu com os compromissos oficiais do presidente brasileiro. Os manifestantes expressaram sua oposição à recepção de Lula com honras de Estado, exigindo que suas queixas fossem ouvidas.
André Ventura, em discurso para seus apoiadores, declarou que o objetivo do ato era “fazer com que eles ouçam”. O deputado não hesitou em acusar Lula de corrupção e afirmou que o Brasil enfrenta uma repressão política. Ele destacou que “temos hoje um homem à frente de um país que tem ostensivamente roubado os brasileiros e feito da corrupção uma prática constante”.
O deputado também defendeu a ideia de que líderes envolvidos em escândalos de corrupção deveriam ser encarcerados. “A liberdade só será conseguida quando todos os corruptos estiverem na prisão, seja em Portugal, no Brasil ou na Venezuela”, afirmou Ventura.
Durante o protesto, Ventura criticou ainda os integrantes do núcleo local do PT que realizavam um ato de apoio a Lula nas proximidades, insinuando que os participantes estariam recebendo algum tipo de subsídio. Em contraposição, ele ressaltou que os manifestantes que se opunham a Lula estavam ali em busca de dignidade, liberdade e combate à corrupção.
O político português também abordou questões relacionadas à política migratória, ligando o tema à segurança pública. Ele expressou sua posição contrária a um país que estivesse aberto a crimes, bandidos ou terrorismo, defendendo um controle mais rígido sobre a entrada de imigrantes.



