A equipe encarregada da Segurança de Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e membro do PL, decidiu aumentar os protocolos de proteção durante seus deslocamentos e aparições públicas. Essa decisão foi motivada pela identificação de um aumento significativo no nível de risco relacionado a hostilidades direcionadas a ela.
A avaliação dos responsáveis pela segurança indicou que os ataques virtuais deixaram de ser casos isolados, transformando-se em um fenômeno contínuo. O reforço das medidas de segurança ocorre em um contexto de crescente tensão pública entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é também pré-candidato à Presidência. O rompimento político entre ambos contribuiu para um aumento no volume de agressões nas redes sociais, com a criação de perfis dedicados a disseminar conteúdos ofensivos.
Dentre as principais alterações nos protocolos de segurança, estão a revisão dos procedimentos operacionais para eventos públicos, a reformulação das estratégias de proteção e o aumento do efetivo responsável pela segurança da ex-primeira-dama. Contudo, a equipe de segurança optou por não divulgar pormenores sobre as mudanças implementadas, justificando que expor essas informações poderia comprometer a eficácia das medidas.
Outro aspecto que a equipe de segurança passou a monitorar é o impacto de discursos públicos que possam fomentar um ambiente de radicalização. Há uma preocupação com o chamado "efeito copycat", que se refere à tendência de novos ataques serem inspirados por agressões anteriores, podendo até mesmo extrapolar o ambiente virtual.
Embora a maioria das agressões ainda se concentre nas redes sociais, a equipe de proteção de Michelle Bolsonaro considera que o recente histórico de violência política no Brasil demanda uma postura preventiva. A avaliação é de que a crescente exposição pública da ex-primeira-dama, aliada à intensificação dos ataques, torna imprescindível o endurecimento dos protocolos de segurança para mitigar riscos durante compromissos oficiais e deslocamentos.



