O PSOL vetou a proposta de federação com o PT para as eleições de 2026 durante reunião virtual do diretório nacional, onde foram 47 votos contrários e 15 favoráveis. A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, afirmou que o tema foi debatido de forma democrática e que o partido seguirá as decisões tomadas, respeitando opiniões divergentes.
O partido decidiu renovar a aliança com a Rede Sustentabilidade, considerando positivo o balanço dos últimos quatro anos. A federação é vista como uma ferramenta para superar a cláusula de barreira e garantir recursos, além de preservar a autonomia política de cada sigla enquanto se busca uma unidade programática.
A recusa à federação com o PT reflete a resistência de parte dos integrantes do PSOL, quase 22 anos após a dissidência que originou o partido. A corrente liderada por Guilherme Boulos enfrentou pressões internas e baixas, e a derrota na disputa à Prefeitura de São Paulo em 2024 foi citada como um dos fatores que motivaram tais pressões.
Outras correntes do PSOL, como o Movimento Esquerda Socialista e a Primavera Socialista, também se manifestaram contrárias à federação. A deputada Talíria Petrone argumentou que a aliança não é adequada neste momento, citando motivos matemáticos e a necessidade de cumprir a cláusula de barreira como principais preocupações do partido.

