A CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua reunião realizada nesta quinta-feira. A decisão gerou confusão e empurra-empurra entre os parlamentares, levando à interrupção da sessão. O pedido foi feito pelo deputado Alfredo Gaspar, relator da CPI, e se justifica pela necessidade de relatórios de inteligência financeira.
Lulinha é mencionado em uma decisão do Supremo Tribunal Federal que autoriza investigações sobre um esquema de descontos associativos não autorizados que impactou aposentados e pensionistas. Mensagens extraídas do celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, principal operador do esquema, indicam um repasse de R$ 300 mil para “o filho do rapaz”, interpretado como uma referência a Lulinha.
A defesa de Lulinha negou qualquer envolvimento com as fraudes contra beneficiários do INSS, alegando que ele não participou de desvios ou recebeu valores de fontes criminosas. O advogado Guilherme Suguimori Santos informou que Silva está à disposição do Supremo para prestar esclarecimentos, mas ainda não teve acesso aos autos do processo.
Durante a reunião da CPMI, foram votados outros 86 requerimentos, incluindo convocações de ex-executivos e empresários relacionados ao Banco Master. O ex-executivo Augusto Ferreira Lima, que deixou a sociedade no Banco Master em 2024, também foi mencionado em relação a irregularidades identificadas pelo Banco Central.

