Raphael Montes, autor de obras como Jantar Secreto, Bom Dia, Verônica e Elize: Sombras de Uma Mulher, trouxe à tona uma revelação surpreendente sobre sua personalidade. Embora trabalhe com temas de suspense, terror e crime, o carioca se considera medroso. A declaração foi feita em uma conversa sobre a criação de roteiros baseados em casos reais, incluindo os filmes sobre Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga, que estrearam recentemente.
Montes, que possui formação em direito, admitiu que não é um entusiasta do gênero true crime. "Eu confesso que eu não sou um aficionado por true crime. Eu conheço os casos pelo senso comum. Na medida em que eu fui convidado para fazer, é óbvio que eu preciso ser um profundo conhecedor. Mas, ao mesmo tempo, eu sou um medroso, então eu não gosto, ainda que eu escreva as histórias que eu escrevo, eu não gosto de violência real", explicou o autor.
O gosto pela literatura surgiu na infância, quando ele preferia criar histórias para seus bonequinhos a assistir desenhos animados. A leitura de Não Sobrou Nenhum, de Agatha Christie, aos 12 anos, teve um papel fundamental em sua formação como escritor. "Os primeiros contos que eu escrevi, eu escrevi tendo lido um livro – por vontade própria – na vida. Então, foi uma coisa que foi acontecendo junto: o Raphael leitor foi nascendo junto com o Raphael escritor", comentou Montes.
Neste contexto, o autor destaca sua nova obra, A Estranha na Cama, que explora um thriller erótico. O enredo apresenta um casal, com idades de 36 e 37 anos, que decide abrir a relação por uma noite. A trama se complica quando a terceira pessoa, uma mulher de 20 e poucos anos, morre durante a experiência. "É um livro para quem é medroso, mas tem uma certa curiosidade. E ele é livremente inspirado num gênero do cinema dos anos 1990, que mistura suspense, mistério, violência e sexo", detalhou.
Raphael Montes também mencionou que o livro é recheado de erotismo, contendo cenas de sexo intensas. "Papo vai, papo vem, eles começam a se beijar, vão para a cama, mas ‘a estranha’ morre na cama. Então, enquanto eles estão lá, no momento sexo, ela morre sem querer. Só que eles são um casal modelo, eles são um casal conhecido da alta sociedade carioca. Então, eles não podem ligar para a polícia", finalizou o autor, revelando a complexidade da narrativa que explora temas de moralidade e consequências de ações inesperadas.



