A rejeição da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado Federal, ocorrida na quarta-feira, 29, gerou reações significativas na política brasileira. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do PL, expressou sua satisfação nas redes sociais, afirmando que "a Justiça de Deus foi feita". Essa decisão representa uma derrota expressiva para o presidente Lula, do PT, que havia indicado Messias para o cargo.
Na votação secreta realizada pelos senadores, 42 deles se posicionaram contra a indicação de Messias, enquanto 34 votaram a favor. Para que a nomeação fosse aprovada, o candidato precisava de pelo menos 41 votos favoráveis. A rejeição do nome de Messias foi um fator que evidenciou a divisão política no Senado e a resistência da oposição em relação às indicações do governo.
Durante a sabatina, Jorge Messias tentou conquistar o apoio de parlamentares de direita, enfatizando sua fé evangélica e a importância da harmonia entre o Judiciário e o Congresso. No entanto, essas tentativas não foram suficientes para garantir sua aprovação. Em suas respostas, Messias se posicionou contra a legalização do aborto e afirmou que a questão da descriminalização das drogas deveria ser debatida pelo Legislativo.
Embora compartilhasse da mesma fé evangélica, Michelle Bolsonaro não participou do grupo de religiosos que apoiaram Messias em sua indicação. O desfecho da votação e a rejeição ao nome do advogado-geral da União refletem o clima político tenso e a luta de forças entre os diferentes grupos dentro do Senado Federal.
A repercussão da decisão pode influenciar futuras indicações e a dinâmica do governo em relação ao STF, especialmente em um contexto onde a oposição se mostra unida em torno de pautas que desafiam as propostas do governo Lula. O episódio também destaca a importância da articulação política e do apoio dos senadores nas escolhas para o Judiciário, um dos pilares do sistema político brasileiro.



