No mês de março, a maior parte dos ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) obteve remunerações líquidas que excederam R$ 100 mil, valor que ultrapassa o limite constitucional de R$ 46,3 mil para o serviço público. O presidente da Corte, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, recebeu R$ 103,5 mil líquidos.
Um levantamento revelou que apenas três dos 25 ministros do TST tiveram seus salários entre R$ 52 mil e R$ 90 mil em março, enquanto os demais ultrapassaram a marca dos R$ 100 mil. O pagamento bruto do presidente do TST foi de R$ 127 mil, englobando subsídio, vantagens individuais, indenizações, gratificações e outros valores eventuais.
A composição dos pagamentos detalha que o presidente recebeu R$ 44 mil a título de subsídio, R$ 12,5 mil em vantagens individuais, R$ 22,2 mil em indenizações, R$ 47 mil em vantagens eventuais e R$ 1,2 mil em gratificações. Após descontos de R$ 23,5 mil, o valor líquido foi apurado.
Dados dos três primeiros meses de 2026 indicam que o presidente do TST acumulou mais de R$ 290 mil líquidos nesse período. Em janeiro, o valor recebido foi de R$ 82,6 mil, seguido de R$ 103,9 mil em fevereiro e R$ 103,5 mil em março.
Esses números levantam questões sobre a adequação das remunerações dos ministros do TST, especialmente em um contexto onde a diferença entre os salários na esfera pública e privada é frequentemente discutida. O impacto dessa disparidade pode gerar debates sobre a necessidade de revisão dos tetos salariais estabelecidos pela legislação brasileira.



