O Partido Missão confirmou neste sábado, 1º, a candidatura de Renan Santos à presidência da República. O anúncio ocorreu durante um evento realizado na Mooca, em São Paulo, onde o político fez declarações contundentes contra os líderes do Comando Vermelho e do PCC. Santos prometeu a criação de superpresídios, confisco de bens de traficantes e a erradicação das organizações criminosas no Brasil, enquanto militantes presentes exibiam camisetas com a frase "prendeu, matou".
Durante sua fala, Renan Santos relatou ter recebido ameaças de morte em suas viagens a estados como Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo, o que resultou na necessidade de escolta pela Polícia Federal. No palco, ele direcionou ataques diretos a grupos armados, afirmando: "Eu quero que a minha geração veja a destruição dessas siglas malditas como Comando Vermelho, PCC".
Além de criticar as facções, o candidato também atacou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, considerando o Partido dos Trabalhadores um risco para o setor produtivo. Santos lembrou a atuação do Movimento Brasil Livre (MBL) na queda de Dilma Rousseff em 2014, ressaltando a origem do movimento e seu impacto na política brasileira: "Em 2014, quando nós montamos o Movimento Brasil Livre, o maior e mais importante movimento da história do Brasil, nós não éramos nada além de um grupo de rapazes, num escritório mofado no centro de São Paulo, com um sonho na cabeça, grandes ambições, e em um ano e meio de trabalho, o governo do PT havia caído".
Renan Santos também se distanciou da ideia de ser uma alternativa de terceira via nas eleições de 2026. "Nós não somos nada de terceira via. Nós construímos o próprio caminho com as próprias ideias, com as próprias cores, com o próprio sonho, com a própria imaginação", afirmou.
O congresso do partido ocorreu em um pavilhão situado ao lado de trilhos desativados na zona leste de São Paulo. A convenção oficial foi realizada online no dia 20 de julho, em função de questões de segurança, permitindo que o público participasse de palestras e tivesse acesso ao Livro Amarelo, documento que apresenta as diretrizes do programa do grupo.



