Renato Rabelo, ex-presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), faleceu aos 83 anos em 2025. Ele havia se dedicado ao cuidado com a saúde desde 2023, enfrentando um câncer nos últimos tempos, e deixa família, incluindo esposa e filhos.
O político baiano foi fundamental no PCdoB ao articular, em 1989, junto a João Amazonas uma frente que incluiu PT, PSB e PCdoB. Essa aliança lançou a primeira candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, marcando o início de sua trajetória eleitoral, culminada na vitória em 2002.
Rabelo também integrou o núcleo dirigente da Ação Popular (AP) que liderou sua fusão com o PCdoB em 1973. Após a Chacina da Lapa em 1976, foi exilado na França e retornou ao país somente com a anistia em 1979, período em que sofreu repressão durante a ditadura militar.
Na atuação posterior, dedicou-se ao fortalecimento das relações do PCdoB com países socialistas como China, Vietnã e Cuba. Após deixar a presidência do partido, em 2016, assumiu a liderança da Fundação Maurício Grabois, onde coordenou estudos sobre capitalismo, socialismo e desenvolvimento nacional.

