O Tribunal de Contas da União (TCU) deu sinal verde para a retomada de um contrato avaliado em R$ 1,06 bilhão, que visa a construção de um pátio logístico no Porto de Santos. A obra estava suspensa devido a questionamentos sobre a regularidade do processo licitatório.
A interrupção do contrato foi estabelecida por uma liminar do ministro Augusto Nardes. A licitação, promovida pela Autoridade Portuária de Santos, passou a ser alvo de críticas após a descoberta de que um dos proprietários do consórcio vencedor, denominado Porto Log, é sogro do ministro do TCU, Bruno Dantas. O acordo prevê a realização de investimentos que ultrapassam R$ 1 bilhão ao longo de 20 anos.
Na sessão plenária do dia 19, a Corte de Contas decidiu, de maneira unânime entre os membros votantes, revogar a liminar que havia paralisado a obra. É importante ressaltar que Augusto Nardes não participou da votação, enquanto Bruno Dantas se declarou impedido.
Com a decisão do TCU, o consórcio Porto Log poderá prosseguir com o projeto, que é considerado crucial para o desenvolvimento logístico da região. A retomada da obra é vista como um passo importante para a modernização da infraestrutura portuária, que é vital para o comércio exterior brasileiro.
A expectativa é que a obra traga benefícios significativos para o fluxo de cargas no Porto de Santos, um dos mais movimentados do país. O projeto, que já enfrentou diversas controvérsias, agora segue com a aprovação necessária para sua execução, contribuindo para o crescimento econômico da área e do setor portuário no Brasil.



