O estado do Paraná celebra o retorno de um de seus atletas à Copa do Mundo, após ficar sem representantes na edição de 2022. O zagueiro Léo Pereira, natural de Curitiba e revelado pelo Athletico, foi convocado para defender a seleção brasileira no Mundial de 2026, tornando-se o 11º paranaense a integrar a equipe durante a competição.
Léo Pereira começou sua trajetória no futebol no Trieste, um clube amador de Curitiba, que investe significativamente nas categorias de base. Depois de uma série de empréstimos, o zagueiro se destacou em momentos marcantes, como nas conquistas da Copa Sul-Americana em 2018 e da Copa do Brasil em 2019. Suas atuações chamaram a atenção e, em 2020, transferiu-se para o Flamengo, onde já acumula 14 títulos, incluindo duas Libertadores e duas edições da Copa do Brasil.
Em março, durante a convocação, Léo Pereira compartilhou sua emoção ao relembrar seus primeiros passos no Trieste. Ele mencionou um período difícil em sua vida, quando sua família enfrentou um incêndio em casa. "O Trieste abriu as portas para mim", afirmou o jogador, que destacou a responsabilidade de cuidar de suas irmãs especiais enquanto se dedicava ao futebol.
Apesar da convocação de Léo Pereira, a lista de atletas paranaenses poderia ter se ampliado. O goleiro Bento, que havia sido convocado em todas as listas desde a chegada de Carlo Ancelotti em maio do ano anterior, não foi chamado para o Mundial. Bento teve um desempenho controverso que resultou na perda de espaço para o experiente Weverton no Al-Nassr, em um jogo que poderia garantir o título antecipado do Campeonato Saudita.
O legado dos paranaenses na Copa do Mundo é significativo, com outros atletas que já defenderam a seleção. Entre eles, destaca-se Patesko, o primeiro paranaense convocado, que participou das edições de 1934 e 1938, e Miranda, que jogou em 2018. Esses jogadores marcaram a história do futebol brasileiro e representam o orgulho do estado no cenário internacional.
Assim, a convocação de Léo Pereira não apenas representa uma nova oportunidade para o atleta, mas também uma renovação do vínculo do Paraná com a história da Copa do Mundo, refletindo o potencial e a tradição do futebol paranaense no Brasil.



