O senador Rogério Marinho, do PL-RN, que lidera a oposição no Senado e coordena a pré-Campanha de Flávio Bolsonaro, encontrou-se na quarta-feira (28) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. O encontro teve como foco a defesa da autonomia da Justiça Eleitoral, além de levantar preocupações sobre possíveis interferências do STF no processo eleitoral.
Durante a reunião, Marinho esteve acompanhado do advogado Marcelo Bessa, que enfatizou a importância de garantir um prazo razoável para a realização de uma eleição suplementar. Bessa destacou que a falta desse prazo pode inviabilizar a realização de pleitos eleitorais que sejam minimamente justos. "Uma eleição suplementar exige um prazo minimamente razoável, sob pena de se inviabilizar qualquer pleito eleitoral minimamente justo", afirmou.
Após o encontro, Marinho expressou críticas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em relação à condução das eleições de 2022, alegando que houve uma interferência significativa no processo eleitoral. Ele descreveu o TSE como um órgão "extremamente hipertrofiado", ressaltando que a manifestação busca garantir "equidade, equilíbrio e paridade de armas" entre candidatos e partidos nas disputas eleitorais.
O senador enfatizou que é essencial que cada candidato tenha a oportunidade de expor suas propostas e que os partidos possam buscar o voto dos eleitores, apresentando seus programas para serem avaliados pela sociedade.
Marinho também fez menção a decisões recentes que envolvem o Rio de Janeiro e Roraima, apontando que houve uma quebra na linha sucessória no governo fluminense e mudanças nas regras de desincompatibilização na eleição suplementar roraimense após o início do processo eleitoral. Ele criticou a decisão do ministro Flávio Dino, que, segundo ele, pode comprometer a competitividade das candidaturas.
O principal ponto levantado por Marinho foi o enfraquecimento da Justiça Eleitoral diante de decisões tomadas diretamente pelo STF. Ele solicitou que Fachin levasse o tema para discussão no plenário da Corte, expressando sua preocupação em evitar que essa prática se torne um padrão, o que, em sua visão, representa um precedente perigoso para a democracia e para a livre manifestação da população por meio das eleições.



