O governador de Goiás e candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, lançou um novo plano de Segurança Pública voltado para o enfrentamento do crime organizado. Denominada "Operação Reconquista – Segurança Pública", a proposta busca a recuperação da "paz, ordem, território, soberania, família e dinheiro do crime". A iniciativa surge em um contexto em que o crime organizado tem se expandido em diversas áreas do Brasil, afetando fronteiras, o sistema prisional e as estruturas financeiras.
Entre as principais propostas, destaca-se a criação de uma Lei do Terrorismo Doméstico, que visa classificar organizações criminosas que dominam grandes áreas do território nacional como ameaças à segurança do país. O plano também sugere um aumento da participação das Forças Armadas no combate ao crime, quando necessário, enfatizando a importância da atuação do Estado em áreas estratégicas.
Outro foco do plano é a proteção da Amazônia e das fronteiras brasileiras. A proposta inclui o fortalecimento do controle territorial e a intensificação do combate ao tráfico de drogas e armas, além da atuação de grupos criminosos que têm avançado nessas regiões. Caiado ainda propõe a formação de uma Polícia da América do Sul, com o intuito de promover a integração entre os países do continente para enfrentar organizações criminosas que operam de forma transnacional.
O plano também aborda a questão financeira das organizações criminosas, propondo uma "asfixia financeira do crime". Essa medida visa retirar recursos que sustentam as atividades ilícitas e incluir o confisco de bens de homens que cometem crimes contra mulheres, transferindo o patrimônio para as famílias das vítimas.
No que diz respeito ao sistema penitenciário, a proposta sugere a criação de uma Rede Nacional de Presídios de Segurança Máxima, voltada especialmente para líderes de facções criminosas. Além disso, uma das sugestões mais controversas do plano é a redução da maioridade penal, que gerou debates intensos.
Ao apresentar seu projeto, Caiado reforçou sua oposição ao governo do PT, atribuindo o crescimento das organizações criminosas à falta de uma resposta nacional mais contundente contra a criminalidade. A campanha do candidato defende que o Brasil deve recuperar o controle sobre seus territórios, fronteiras e sistema penitenciário, além de eliminar os recursos que sustentam as atividades criminosas.



