O presidenciável Ronaldo Caiado, do PSD, foi liberado do Hospital Vila Nova Star, localizado na zona sul de São Paulo, na tarde deste domingo, dia 13. Ele permaneceu internado por três dias devido a um quadro de pneumonia, que se desenvolveu após um tratamento inicial para faringite. Ao deixar a unidade, Caiado conversou com jornalistas e expressou sua preocupação com a crise no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em suas declarações, o político ressaltou que o atual cenário exige uma reflexão profunda. "Em toda a minha trajetória política, eu nunca vi um momento tão desestruturante das instituições que comandam os Poderes como este", afirmou, fazendo um agradecimento à equipe médica que o atendeu.
Caiado enfatizou que a sociedade deve estar atenta ao fato de que, em 21 dias, dois candidatos à Presidência da República estarão competindo no segundo turno das eleições. Ele destacou a importância de escolher um candidato com as melhores credenciais para restaurar a democracia brasileira.
O ex-governador de Goiás alertou que a população sente que não há mais poderes que a representem adequadamente. Ele mencionou que os escândalos de corrupção têm afetado todos os segmentos dos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. "O próximo presidente precisa ter não apenas moral e experiência, mas também a coragem de traçar diretrizes que façam o cidadão acreditar que o Estado está ali para protegê-lo", disse.
Caiado criticou a atual situação do Estado, que, segundo ele, está marcada por escândalos e desvios. "Só vocês verem nos noticiários que, no ano passado, foram desviados mais de R$ 600 bilhões em corrupção. Pensa bem: R$ 600 bilhões desviados em corrupção. Este dinheiro sai das aposentadorias das pessoas", lamentou. Ele ainda mencionou um caso específico de desvio de R$ 80 bilhões, ligado a dois pontos polarizados da política nacional, envolvendo o governo de Lula e Flávio Bolsonaro.
Após sua alta, Caiado afirmou que está pronto para retomar suas atividades de campanha, mostrando-se determinado a continuar sua trajetória política. Ele havia sido internado na quinta-feira, dia 10, quando os exames confirmaram a pneumonia após o tratamento inicial para faringite.



