Após apenas 10 dias à frente da direção técnica da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Paolo Maldini e Leonardo solicitaram sua demissão na última segunda-feira (27). A saída da dupla, ex-jogadores do Milan, se deu em meio a desentendimentos com Giovanni Malagò, presidente da FIGC, sobre a escolha de Andrea Pirlo para comandar a seleção italiana.
O jornalista Fabrizio Romano destacou que Maldini e Leonardo viam Pirlo como a opção ideal para liderar uma reformulação na Azzurra, especialmente após Pep Guardiola e Carlo Ancelotti terem rejeitado a proposta de assumir o cargo. Contudo, Malagò não concordou com a indicação devido a contratos de publicidade que Pirlo possui com marcas russas, uma vez que ele atua como garoto-propaganda e embaixador de uma casa de apostas desse país.
Atualmente, o ex-jogador está no comando do Dubai United, time que participa da UAE Pro League, a primeira divisão do futebol nos Emirados Árabes Unidos. A equipe é dirigida por Sergey Lomakinviu, empresário russo vinculado à mesma casa de apostas que gera controvérsia em torno de Pirlo.
Em resposta à situação, Pirlo se manifestou em suas redes sociais, expressando sua frustração com o desfecho do processo de contratação e esclarecendo sua relação com a empresa do Leste Europeu.
Com a desistência de Pirlo, um novo nome passou a ser cogitado para assumir a seleção italiana: Roberto Mancini. A informação foi divulgada pelo jornalista Gianluca Di Marzio. Mancini, que atualmente treina o Al-Sadd, do Catar, já comandou a Azzurra entre 2018 e 2023. Sua passagem foi marcada por um ressurgimento na performance da equipe, que conquistou o título europeu em 2021 após vencer potências como Bélgica e Espanha, e derrotar a Inglaterra na final em Wembley.
Entretanto, em 2022, a Azzurra não conseguiu se classificar para a Copa do Mundo, sendo eliminada na repescagem das Eliminatórias Europeias pela Macedônia do Norte. Desde a saída de Mancini em 2023, Luciano Spaletti e Gennaro Gattuso assumiram o comando da seleção.



