A disputa entre Santos e Cuiabá em relação à transferência do zagueiro Joaquim ganhou novos desdobramentos, com o Santos divulgando uma nota oficial em resposta à cobrança do clube mato-grossense. O Alvinegro Praiano, que foi condenado pela CNRD, informou que a questão está sendo tratada nos fóruns competentes e destacou que a exposição pública do caso não favorece uma resolução.
No comunicado, o Santos reafirmou seu compromisso com as obrigações financeiras e o planejamento para a quitação das dívidas. O clube também mencionou que possui cerca de R$ 170 milhões a receber de outras equipes até o início de 2026, o que evidencia a complexidade do endividamento no futebol brasileiro, não sendo uma realidade isolada a de um único clube.
A dívida em questão, que totaliza R$ 18.616.377,46, refere-se à contratação de Joaquim, realizada em fevereiro de 2023. O acordo previa o pagamento em cinco parcelas, mas, segundo o Cuiabá, o Santos efetuou apenas a primeira. Além disso, a cobrança inclui valores relacionados à venda do jogador ao Tigres, do México, com o Cuiabá alegando ter direito a uma parte dessa negociação.
O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, criticou a situação, classificando-a de “estelionato esportivo”. Em resposta, o Santos optou por não comentar diretamente as declarações do presidente do Dourado, mas reiterou sua intenção de resolver as pendências financeiras pelos canais institucionais adequados.
Na nota oficial, o Santos Futebol Clube esclareceu que as obrigações referentes ao Cuiabá E.C., assumidas em 2023, estão sendo tratadas nos meios apropriados, onde as alegações de ambas as partes são analisadas. O clube enfatizou que a preservação das relações institucionais entre as equipes é essencial para encontrar soluções sustentáveis para o futebol brasileiro.
O Santos também sublinhou seu compromisso em cumprir suas obrigações financeiras dentro dos prazos e processos planejados, alinhando-se aos princípios do Fair Play Financeiro estabelecidos pela CBF. A nota finaliza ressaltando que a questão do endividamento entre clubes é um desafio estrutural do ecossistema do futebol nacional.



