A Justiça Federal negou o acesso integral de Sari Corte Real a recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que ela pretendia utilizar para cursar Medicina. Esta decisão ocorre em meio ao histórico de Sari, que foi condenada pela morte do menino Miguel, um caso que ganhou grande repercussão. Miguel faleceu ao cair do 9º andar de um edifício localizado no centro do Recife, em um incidente que ocorreu em junho de 2020.
A sentença, proferida pelo juiz Náiber Pontes de Almeida, da 1ª Vara Federal da 1ª Região, foi divulgada no dia 21 de junho. No julgamento, o juiz considerou que Sari não atendeu aos critérios estabelecidos para a concessão do financiamento. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso, com a defesa de Sari buscando alternativas para reverter a situação.
A condenação de Sari Corte Real foi determinada pela Justiça de Pernambuco, que a considerou culpada por abandono de incapaz com resultado morte. O menino Miguel, filho da empregada doméstica de Sari, Mirtes Santa, caiu de uma altura de 35 metros enquanto estava sob os cuidados da mulher, que se afastou momentaneamente para passear com o cachorro dos patrões.
O incidente trágico ocorreu no Condomínio Pier Maurício de Nassau, em um momento em que a responsabilidade pelo menino era de Sari. Na época, seu marido exercia o cargo de prefeito da cidade de Tamandaré, no litoral sul de Pernambuco.
Sari Corte Real entrou com uma ação contra o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e a Caixa, que negaram seu pedido de financiamento. As instituições alegaram que a mulher não alcançou a média mínima exigida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para ser aprovada na linha de crédito. A defesa de Sari argumentou que a média não deveria ser um critério para a seleção, afirmando que ela atende aos requisitos do Fies, mas o juiz não aceitou esses argumentos.



