O Sipap, acrônimo para Sistema de Pagamentos do Paraguai, é uma plataforma que possibilita transferências instantâneas, com valores que podem chegar até G$ 10 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 7,8 mil. Este sistema, que é gerido pelo Banco Central do Paraguai (BCP), apresentou um crescimento considerável desde sua implementação. Em 2020, o Sipap registrava uma média mensal de 680 mil operações, número que saltou para 52 milhões em março deste ano.
Inicialmente, o funcionamento do Sipap se restringia ao horário comercial, mas atualmente os usuários podem realizar transações a qualquer hora do dia ou da noite. Essa flexibilidade é um dos principais atrativos do sistema, que favorece pagamentos rápidos entre indivíduos e empresas.
Para acessar o Sipap, existem requisitos a serem cumpridos. O usuário deve possuir documentação paraguaia, mesmo que se trate de uma residência provisória. Além disso, é necessário abrir uma conta em uma instituição financeira devidamente registrada No Paraguai. O economista Aníbal Insfrán destaca que, embora muitas pessoas não tenham contas bancárias, a integração com cooperativas financeiras tem contribuído significativamente para a inclusão bancária no país.
Insfrán também menciona que o Sipap se alinha com as necessidades econômicas contemporâneas, permitindo pagamentos em tempo real e evitando atrasos. Outro aspecto positivo é a redução do volume de dinheiro físico em circulação, o que, por sua vez, aumenta a segurança nas transações financeiras.
Brasileiros que visitam o Paraguai para compras ou turismo também podem utilizar o PIX em algumas localidades, como Ciudad del Este, Salto del Guairá, Pedro Juan Caballero e Assunção. O sistema brasileiro está disponível em grandes lojas de produtos importados, graças a parcerias com fintechs e instituições locais.
Entretanto, é importante que os consumidores estejam atentos ao realizar pagamentos a chaves de terceiros. Em caso de transações que não envolvem o sistema financeiro paraguaio, como transferências para um CPF do Brasil, as autoridades do Paraguai não têm a capacidade de intermediar a devolução dos valores, o que pode representar um risco para os usuários.



