Com o aumento da demanda por soluções acessíveis nas instituições de ensino, a Beatek tem investido no desenvolvimento de alarmes musicais, substituindo as tradicionais sirenes estridentes. Esta mudança atende a novas legislações estaduais e municipais que visam proteger estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de aqueles que enfrentam sobrecarga sensorial, como os diagnosticados com TDAH e Síndrome de Down. O som agudo das sirenes antigas pode causar sustos e desorganização sensorial, impactando a concentração dos alunos.
Em nível nacional, o Projeto de Lei nº 3602/2023, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, e o Projeto de Lei nº 2449/2022, que se encontra no Senado, têm como objetivo unificar a obrigatoriedade da troca dos sistemas de sinalização em todo o território brasileiro. Essas iniciativas são fundamentadas na Lei Brasileira de Inclusão (LBI) e na Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA, as quais demandam adaptações para assegurar a permanência dos alunos nas escolas com segurança.
Com a implementação dessas novas diretrizes, diversas empresas do setor começaram a desenvolver produtos adaptados para atender essa demanda. A Beatek, localizada no Rio Grande do Sul, criou a linha Tok Escola, que foi concebida especificamente para facilitar essa transição.
Camila Kaiser, sócia-diretora da Beatek, destaca a importância de criar um ambiente escolar confortável para todos os alunos. "Quando o poder público avança na discussão sobre a proibição das sirenes, demonstra que compreendeu o impacto negativo desse tipo de som no aprendizado e na saúde mental dos estudantes. Nossa missão é repensar o sistema sonoro para que a inclusão se torne uma realidade, e não apenas uma formalidade", afirma.
Um dos principais diferenciais do novo equipamento é a sua autonomia, já que não depende de conexão com a internet ou de aplicativos para operar. A programação é feita através de um painel central que controla os horários da semana, oferecendo uma variedade de opções melódicas integradas, além de permitir personalizações.
Camila complementa que "não adianta a escola investir em rampas, mediação pedagógica e salas de recursos se as sirenes ainda forem antiquadas. Uma escola inclusiva deve ser planejada em todos os aspectos, incluindo o som".



