TOPO SITE - NAO MUDAR
TOPO SITE - NAO MUDAR
Política

STF arquiva ação sobre monitoramento de redes sociais no governo Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal decidiu, por votação de sete a quatro, arquivar uma ação do Partido Verde que alegava espionagem durante o governo de Jair...
STF-plenario-1-300x200.jpeg

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em votação de sete a quatro, arquivar uma ação do Partido Verde (PV) que questionava a prática de monitoramento das redes sociais de jornalistas e parlamentares durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os ministros entenderam que a contratação de uma empresa privada para realizar esse acompanhamento não configura espionagem. O julgamento foi finalizado na última sexta-feira, 15.

A ação do PV foi motivada por uma reportagem da revista Época, publicada em novembro de 2020, que denunciava a contratação de uma empresa para a vigilância diária de 80 jornalistas e 116 parlamentares, incluindo 105 deputados federais, nove senadores, uma deputada estadual e um vereador. O partido argumentou que o uso da estrutura pública para monitorar tais indivíduos violava a liberdade de expressão e tinha um caráter autoritário, assemelhando-se à espionagem.

Na Arguição por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 765, a relatora Cármen Lúcia votou a favor do pedido do PV, considerando inconstitucionais os atos do governo Bolsonaro relacionados ao monitoramento. Ela sustentou que essa prática representava uma violação à liberdade de expressão e um risco à democracia. Os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso acompanharam seu entendimento.

Contrapõe-se a essa visão o voto divergente de André Mendonça, que argumentou que a questão não deveria ser analisada pelo STF, alegando que se tratava de um ato concreto que exigiria uma ação popular em vez de uma ADPF. Mendonça destacou que o contrato de monitoramento foi encerrado em 23 de setembro de 2020 e que não havia relatórios ativos após essa data.

O ministro também comparou os relatórios de monitoramento a serviços de clipping de notícias, que coletam informações públicas sobre figuras públicas, independentemente de suas orientações políticas. Ele enfatizou que não foi demonstrado de que forma os atos questionados cerceariam a liberdade de expressão ou caracterizariam espionagem.

Os ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Gilmar Mendes e Luiz Fux acompanharam o voto de Mendonça. Zanin destacou que o monitoramento em si não é inconstitucional, desde que não seja utilizado para fins de perseguição política ou vantagem indevida. Contudo, ele também ressaltou a ausência de provas que indicassem esse uso indevido: "eventual inconstitucionalidade estaria, a rigor, em eventual finalidade escusa pretendida pelo monitoramento, que não está devidamente comprovada."

Leia Mais

Paraná, Política, Últimas Notícias

Pai de dois filhos morre após postes desabarem sobre ele durante trabalho em fábrica de São José dos Pinhais

5 de junho de 2026

Davi Soares Machado, de 28 anos, foi atingido por uma pilha de postes durante serviço de manutenção; colega conseguiu escapar...

Política

Com apoio de Ratinho Jr, Adriano Ramos e Geraldo Mendes, Fabiana Parro lança pré-candidatura à Alep

30 de maio de 2026

Em um grande evento para mais de 2 mil pessoas na última quinta-feira (28) no Porto Santo, a vice-prefeita de...

Política

Cortes significativos no Orçamento de 2026 afetam Defesa e Cidades

30 de maio de 2026
O bloqueio de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026 impacta principalmente Os Ministérios da Defesa e das Cidades, que...
Política

Assembleia Legislativa do Paraná inicia junho com votação de projetos relevantes

29 de maio de 2026
Na próxima segunda-feira (1º), a Assembleia Legislativa do Paraná dará início ao mês de junho com a análise de importantes...

PUBLICIDADE

LATERAL QUADRADA - NAO MUDAR
LATERAL QUADRADA - NAO MUDAR