A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta quinta-feira (16) sobre a rápida propagação do Ebola na República Democrática do Congo, caracterizando o surto como o mais veloz já registrado. Desde a declaração do surto em 15 de maio, foram confirmados mais de 2.000 casos, resultando em 796 mortes, o que classifica esta epidemia como a terceira maior da história do país.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, destacou que o surto está se espalhando em uma velocidade sem precedentes, alertando que, no último mês, a taxa de infecção aumentou mais rapidamente do que em surtos anteriores. A situação é grave, com as autoridades de saúde da República Democrática do Congo (RDC) reportando um aumento contínuo no número de casos e mortes.
De acordo com a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), o surto está se alastrando em áreas novas e em um ritmo que não tem paralelo. A MSF informou que, em menos de cinco semanas, o número de casos confirmados triplicou e o de mortes aumentou cinco vezes. A organização também ressaltou que os casos já superaram a metade do total registrado durante a epidemia de Ebola entre 2018 e 2020, que durou quase dois anos.
Na última terça-feira (14), Chikwe Ihekweazu, diretor de operações de emergência da OMS, enfatizou que 80% dos novos casos não estão relacionados a contatos conhecidos e surgem de cadeias de transmissão desconhecidas. Essa nova realidade acende um alerta sobre a necessidade de um reforço imediato na resposta médica e na mobilização de recursos para conter o avanço do vírus.
A OMS e as autoridades locais continuam a trabalhar em conjunto para enfrentar essa crise, enquanto a comunidade internacional observa com preocupação a evolução do surto e as medidas que poderão ser adotadas para controlar a epidemia.



