A investigação sobre a morte de Iasmyn Eckhardt da Silva, de 14 anos, avançou com a prisão preventiva do principal suspeito do crime. A adolescente foi encontrada morta em uma área de mata no bairro Portal da Foz, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná. O homem, de 20 anos, confessou ter cometido o homicídio e forneceu detalhes sobre a execução.
De acordo com o delegado Marcelo Pereira Dias, a identificação do suspeito foi facilitada por informações fornecidas pelos familiares de Iasmyn, que também indicaram possíveis locais onde ele poderia ser encontrado. Imagens de câmeras de segurança mostraram que a jovem chegou ao terreno abandonado, nos fundos de uma borracharia na Rua Sérgio Gaspareto, acompanhada do homem, que era amigo da família.
Durante o interrogatório na Delegacia de Homicídios, o suspeito admitiu que agiu sozinho e afirmou ter atraído Iasmyn sob o pretexto de buscar drogas que teria escondido na área. Em seu depoimento, ele revelou que agrediu a adolescente com um tijolo, desferindo pelo menos quatro golpes na nuca e na cabeça, o que resultou em sua morte ainda no local. Após o crime, ele permaneceu na área por um período entre 30 e 40 minutos antes de deixar o local.
Os investigadores encontraram o celular de Iasmyn e um par de chinelos pertencente à vítima na residência onde o suspeito morava com a irmã e o cunhado. Além disso, as roupas que ele usava no dia do crime foram localizadas e apresentavam manchas de sangue. A Polícia Civil também coletará material biológico do suspeito, que sofreu um ferimento no nariz, possivelmente resultante de uma tentativa de defesa por parte da vítima.
O homem alegou que suspeitava que Iasmyn estava planejando uma emboscada contra ele devido a ameaças recebidas no bairro. No entanto, essa versão foi contestada pela família da adolescente. Eles enfatizam que Iasmyn era uma menina boa, que ia completar 15 anos no próximo mês, e negam qualquer envolvimento dela com drogas ou atividades ilícitas. A família pede justiça e solicita que a imagem de Iasmyn não seja associada a rumores infundados.
Com a prisão preventiva decretada pela Justiça, o suspeito foi encaminhado para a Cadeia Pública Laudemir Neves, onde permanecerá à disposição das autoridades. A Delegacia de Homicídios tem um prazo de dez dias para concluir o inquérito, enquanto os investigadores buscam novas imagens de câmeras de segurança para esclarecer todos os detalhes do caso e descartar a participação de outras pessoas no crime.



