Francisco Anderson morreu no Hospital do Trabalhador
O suspeito de matar o dono de um bar a golpes de facão no bairro Tatuquara, em Curitiba, confessou o crime à PC-PR (Polícia Civil do Paraná) e alegou que o ataque foi motivado por uma discussão durante um jogo de carteado.
Francisco Anderson morreu no sábado, dia 17 de outubro, no Hospital do Trabalhador, após lutar pela vida e ser ferido dentro do boteco, localizado na Rua Maria Eudóxia Cortiano.
Em depoimento, o homem afirmou que conhecia a vítima havia cerca de 15 anos e que os dois discutiam frequentemente durante partidas de cartas com apostas em dinheiro. No dia do crime, segundo ele, Francisco teria feito xingamentos e ameaças. O suspeito disse que foi até sua casa buscar um facão porque acreditava que a vítima poderia estar armada.
“Disse que eu merecia uns tiros. Quando ele me ameaçou, eu fui em casa e peguei o facão”, declarou à polícia.
O homem alegou que não pretendia matar Francisco, mas admitiu que continuou a golpeá-lo mesmo depois que ele caiu no chão.
Imagens de câmeras de segurança registraram a agressão. Segundo relatos da família, o ataque começou pelas costas, quando Francisco estava sentado. Mesmo ferido, ele tentou fugir, mas foi perseguido pelo agressor. Conforme informações da PM-PR (Polícia Militar do Paraná), a vítima teve cerca de 90% da orelha decepada durante o ataque.
Acionados, policiais encontraram Francisco com diversos ferimentos. O Samu prestou os primeiros socorros e o encaminhou ao Hospital do Trabalhador, mas ele não resistiu.
Após buscas em um condomínio de kitnets próximo ao bar, o suspeito foi encontrado escondido no banheiro de um dos imóveis. Questionado sobre a arma utilizada, indicou que o facão estava embaixo da cama. O objeto foi localizado com marcas de sangue, e o homem foi encaminhado à Central de Flagrantes.
A viúva contestou a versão do suspeito e lamentou que o marido não tenha tido oportunidade de se defender.
“Ele pegou ele de traição. Não pegou ele de frente. Ele estava sentado na cadeira, e ele deu a ‘facãozada’ por trás”, relatou.
Ela também pediu que a Justiça mantenha o suspeito preso.
A morte ocorreu em um momento especialmente difícil para a família: Francisco e a esposa enfrentavam tratamento contra o câncer. Ela trata um câncer de pulmão, enquanto o marido também lutava contra a doença.
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