A taxa de desemprego no Brasil registrou aumento e alcançou 5,8% no trimestre que se encerrou em abril, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-Contínua) divulgada pelo IBGE. Este resultado representa uma elevação de 0,4 ponto percentual em comparação ao trimestre anterior, que correspondeu ao período entre novembro de 2025 e janeiro deste ano. Em relação ao trimestre que vai de fevereiro a abril de 2025, quando a taxa era de 6,6%, o índice teve uma queda de 0,8 ponto percentual.
O levantamento do IBGE indica que 6,3 milhões de brasileiros em idade ativa estavam à procura de trabalho e não conseguiram se empregar. Este número é 471 mil a mais do que o registrado no trimestre que terminou em março. O instituto aponta que o aumento no número de desempregados reflete a sazonalidade de setores como comércio e serviços pessoais, que, após um período de aquecimento no final de 2025, não conseguiram manter a mesma quantidade de trabalhadores.
Comparando com o trimestre de fevereiro a abril de 2025, quando a taxa de desemprego era de 6,6%, verifica-se que desde o encerramento do trimestre em maio do ano passado, o indicador não superava a marca de 6%. A população ocupada no país, que soma 102,3 milhões de pessoas, também apresentou uma queda de 0,3% em relação ao trimestre anterior, embora tenha mostrado um aumento de 1,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Apesar da alta na taxa de desemprego, o IBGE destaca que a geração de trabalho e renda continua a se sustentar. Nos diferentes grupos analisados, observou-se uma redução de 162 mil postos de trabalho em “outros serviços”, enquanto os demais segmentos mantiveram estabilidade.
Em contrapartida, o rendimento médio mensal dos trabalhadores atingiu a marca de R$ 3.732 no trimestre encerrado em abril, estabelecendo um novo recorde na série histórica. Essa alta representa um crescimento de 5,3% no ano. A massa de rendimento real habitual, que se refere à soma dos salários brutos recebidos por todos os trabalhadores em suas respectivas atividades, alcançou R$ 377 bilhões. Essas informações ressaltam a complexidade da situação do mercado de trabalho no Brasil, onde o aumento do desemprego convive com a elevação dos rendimentos dos trabalhadores.



