A Polícia Militar e a Polícia Civil de São Paulo, junto com a Superintendência da Polícia Técnico-Científica, esclareceram a morte da soldado Gisele Alves Santana. O tenente-coronel investigado pelo caso foi preso preventivamente em 18 de outubro em São José dos Campos. A versão de suicídio, defendida pelo oficial, foi descartada após 30 dias de investigação. Gisele foi encontrada morta em casa com um tiro.
As investigações apontaram inconsistências na conduta do tenente-coronel após o disparo, o que levantou dúvidas sobre sua versão dos fatos. O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, destacou que as apurações incluíram análise de depoimentos, celulares, imagens e laudos periciais. Essas divergências nas declarações do oficial comprometeram a credibilidade de sua versão sobre o ocorrido.
O coronel Henguel Ricardo Pereira, secretário-executivo da SSP, afirmou que a prioridade era uma investigação técnica, evitando conclusões precipitadas. As provas periciais e médico-legais indicaram a inviabilidade da hipótese de suicídio e sugeriram alteração do local do crime, fundamentando o pedido de prisão do oficial.
A prisão foi expedida pela Justiça Militar e cumprida por equipes da Corregedoria da PM, com apoio da Polícia Civil. O tenente-coronel foi detido em sua residência e levado à capital paulista, onde está à disposição da Justiça no Presídio Militar Romão Gomes.

