As equipes de emergência estão em operação nesta quarta-feira (29) na cidade de Kumamoto, no sudoeste do Japão, em busca de sobreviventes entre os escombros de um shopping que desabou na sequência de um terremoto. O tremor, com magnitude 7,1, ocorreu na terça-feira (28) e resultou na morte de pelo menos 13 pessoas.
O desabamento do shopping Aeon, na cidade de Kashima, foi acompanhado por uma explosão registrada cerca de 50 minutos após o terremoto. Akio Yoshika, presidente da empresa responsável pelo centro comercial, informou que três pessoas faleceram no local e que três ainda estão desaparecidas, além de uma vítima em parada cardiorrespiratória. A causa da explosão está sendo apurada, mas a hipótese é de que tenha sido provocada por gás, conforme explicou Keiji Ohno, executivo da Aeon.
Na fábrica da Nippon Paper Industries em Yatsushiro, foram confirmadas cinco mortes e quatro desaparecidos, resultantes do desabamento de uma chaminé. Além disso, as autoridades informaram que outras nove pessoas estão desaparecidas na área afetada. Para as operações de resgate, mais de 100 policiais, 450 bombeiros e 170 soldados foram mobilizados para atuar no local do shopping.
O porta-voz do governo, Minoru Kihara, anunciou que mais de 9 mil pessoas passaram a noite em 506 abrigos temporários. O balanço inicial também inclui sete pessoas gravemente feridas e 29 com ferimentos leves. O terremoto, que ocorreu às 16h27 locais, atingiu o nível máximo (7) na escala de intensidade sísmica de Shindo, utilizado no Japão para medir a força dos tremores, conforme informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA).
Imagens veiculadas por diferentes emissoras de televisão mostraram a gravidade da situação, com incêndios, pontes danificadas, edifícios desabados e vagões de trem tombados. Moradores relataram que foi o terremoto mais intenso que já vivenciaram, com danos significativos em suas residências.
O Exército japonês mobilizou 3.600 soldados para as operações de resgate e enviou 20 aeronaves para avaliar os estragos. A circulação dos trens de alta velocidade foi suspensa na região afetada. Embora nenhuma anomalia tenha sido detectada nas usinas nucleares da área, a Autoridade Reguladora Nuclear do Japão assegurou que 36.880 residências ainda estavam sem energia elétrica na província de Kumamoto, de acordo com a Kyushu Electric Power.



